Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

'Wilde' no Theatro Circo em Braga . dia 24, sexta-feira, às 21.30

conversa sobre o espectáculo na Livraria Centésima Página . dia 23, quinta-feira, às 21.30 . moderação Francesca Reyner
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O designado “teatro de repertório” assenta num princípio de repetição e diferença: a mesma peça é apropriada por sucessivas companhias, ou por sucessivos encenadores, uma vez após outra, durante décadas ou séculos (1). Pratica-se o equilíbrio entre a reiteração ritualista da sua qualidade (a repetição em si) e a revelação mais pura da sua essência dramatúrgica. Entre a designada “atemporalidade” e o novo. Entre a tradição e o maneirismo, ou a iconoclastia. Entre o cânone e a tentativa de reflectir, sobre ele, (mais) um olhar idiossincrático. Entre a história das sucessivas versões da peça e o propósito de quem tenta desafiar essa história, ou inscrever-se nela. Dialécticas.
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Wilde é o resultado de uma colaboração entre a companhia de teatro mala voadora e o bailarino e coreógrafo Miguel Pereira, do Rumo do Fumo. Baseia-se na peça Lady Windermere’s Fan de Oscar Wilde (2) e, mais especificamente, no registo áudio da sua versão radiofónica produzida pela BBC Radio 7. O espectáculo é uma apropriação desse registo de uma performance do passado, ela própria uma apropriação de uma peça do seu passado. É um espectáculo historicista, ou arquivista. E não é.
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direcção Jorge Andrade e Miguel Pereira . a partir de Oscar Wilde . com Carla Bolito, Joana Bárcia, Jorge Andrade, Miguel Pereira, Nuno Lucas, Tiago Barbosa e Valentina Parlato . cenografia José Capela . figurinos José Capela, com execução de Eduarda Carepa . luz Daniel Worm d’Assumpção . som Jari Marjamäki . fotografia de cena José Carlos Duarte . produção Cátia Mateus (O Rumo do Fumo) e Manuel Poças (mala voadora) . co-produção Culturgest e Teatro Viriato . residências Fórum Dança, alkantara e Zé dos Bois . agradecimentos Mónica Garnel e Xavier de Sousa

Domingo, 19 de Maio de 2013

'what I heard about the world' hoje no Teatromania Festival, em Byton, na Polónia

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O mundo que temos nas nossas cabeças – aquele que usamos em substituição do mundo real – tem mais falhas e omissões do que substância. Tentamos preencher algumas dessas falhas. Rectificar algumas dessas omissões. Representar os fragmentos, porque a nossa interpretação do mundo é ela própria uma representação. Por vezes somos precisos. Por vezes seguimos alguns desvios, porque estamos a andar num mundo de narrativas e de terrenos instáveis.
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Os sons produzidos por alguém quando está em casa disponíveis num CD. Uma empresa especializada em vender as provas de que se esteve num sítio onde não se esteve. Fatos postos em fotografias de defuntos para aparecerem no jornal. Burros pintados com listas brancas. Carpideiras. Réplicas. Manifestantes para alugar. Operações cirúrgicas para alterar as linhas da mão. Histórias verdadeiras sobre coisas falsas. Uma para cada país, do Afeganistão ao Zimbabué. Construir um mapa de coisas falsas para reconhecer o mundo. Foi a partir de um mapa assim que se fez what I heard about the world. Mas o espectáculo não é esse mapa. Contam-se apenas algumas histórias. Deambula-se pela necessidade de as contar. Numa sala, três narradores, uma girafa, um cacto.
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de e com Alex Kelly, Chris Thorpe e Jorge Andrade . colaboração José Capela e Rachael Walton . co-produção Maria Matos Teatro Municipal, Sheffield Theatres e Pazz Festival . A mala voadora é uma estrutura financiada pela DGArtes / Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria de Estado da Cultura e é estrutura associada da Zé dos Bois.
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Terça-feira, 14 de Maio de 2013

oficina 'o gigante egoísta e as variações de humor'


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A mala voadora realiza um conjunto de oficinas, coordenadas por Anabela Almeida, em torno do conto de Oscar Wilde 'O Gigante Egoísta'. As oficinas decorrem no Negócio-ZDB e destinam-se aos alunos das escolas:
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14 de maio: Escola Básica do 1º Ciclo nº 69;
16 de maio: Escola Básica e Integrada nº 1 de Lisboa e Escola Básica Sampaio Garrido;
21 de maio: Escola Básica e Integrada de Miraflores (oficina que terá lugar na própria escola).

Terça-feira, 16 de Abril de 2013

'philatélie' no Teatro Municipal de Bragança . 17 abril às 21.30 . no âmbito do 27FIT

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Uma colecção de selos. Projectados e ampliados sobre uma tela, os selos começam por ser objecto de análise filatélica e histórica para, depois, se tornarem protagonistas de deambulações romanescas. Recria-se a chegada dos portugueses (e do armamento europeu) ao Japão. O espectáculo é operado ao vivo por três pessoas sentadas em torno de uma mesa: uma manipula os selos sob a mira de uma câmara de filmar; outra faz a locução; outra manipula maquinaria de som.
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Walter Benjamin escreveu: “Nos selos, os países e os mares são apenas províncias, os reis apenas os mercenários dos números que derramam sobre eles a sua cor a seu bel-prazer. Os álbuns de selos são obras de consulta mágica, neles estão inscritos os números dos monarcas e dos palácios, dos animais e das alegorias e dos Estados. A circulação postal assenta na sua harmonia, tal como o movimento dos planetas assenta na harmonia dos números celestes.”
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Philatélie estreou a 23 de Agosto de 2005, na Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito do Programa Criatividade e Criação Artística. A versão que agora apresentamos no Citemor é nova. Foram introduzidos outros selos (nunca deixámos de os adquirir) e, com os provenientes de alguns países, contemplam-se actualidades da geopolítica.
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direcção Jorge Andrade . texto Miguel Rocha . som Sérgio Delgado . com Anabela Almeida, Jorge Andrade e Sérgio Delgado . co-produção Fundação Calouste Gulbenkian – Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística

Quinta-feira, 28 de Março de 2013

Wilde . 6 de Abril no Teatro Viriato, em Viseu . 21.30

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O Teatro Viriato é, juntamente com a Culturgest, co-produtor deste espectáculo.

Domingo, 24 de Março de 2013

Sexta-feira, 22 de Março de 2013

WILDE estreia na Culturgest . hoje e amanhã . 21.30


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O designado “teatro de repertório” assenta num princípio de repetição e diferença: a mesma peça é apropriada por sucessivas companhias, ou por sucessivos encenadores, uma vez após outra, durante décadas ou séculos. Pratica-se o equilíbrio entre a reiteração ritualista da sua qualidade (a repetição em si) e a revelação mais pura da sua essência dramatúrgica. Entre a designada “atemporalidade” e o novo. Entre a tradição e o maneirismo, ou a iconoclastia. Entre o cânone e a tentativa de reflectir, sobre ele, (mais) um olhar idiossincrático. Entre a história das sucessivas versões da peça e o propósito de quem tenta desafiar essa história, ou inscrever-se nela. Dialécticas.
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Wilde é o resultado de uma colaboração entre a companhia de teatro mala voadora e o bailarino e coreógrafo Miguel Pereira, do Rumo do Fumo. Baseia-se em Lady Windermere's Fan: A Play About a Good Woman, de Oscar Wilde, e, mais especificamente, no registo áudio da sua versão radiofónica produzida pela BBC Radio 7. O espectáculo é uma apropriação desse registo de uma performance do passado, ela própria uma apropriação de uma peça do seu passado. É um espectáculo historicista, ou arquivista. E não é.
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direcção Jorge Andrade e Miguel Pereira . a partir de Oscar Wilde . com Carla Bolito, Joana Bárcia, Jorge Andrade, Miguel Pereira, Nuno Lucas, Tiago Barbosa e Valentina Parlato . cenografia José Capela . figurinos José Capela, com execução de Eduarda Carepa . luz Daniel Worm d’Assumpção . som Jari Marjamäki . coros Rui Lima e Sérgio Martins . fotografia de cena José Carlos Duarte . produção Cátia Mateus (O Rumo do Fumo) e Manuel Poças (mala voadora) . co-produção Culturgest e Teatro Viriato . residências Fórum Dança, alkantara e Zé dos Bois . agradecimentos Marcello Urgeghe, Maria Teresa Ferreira, Mónica Garnel e Xavier de Sousa
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A mala voadora é estrutura associada da Zé dos Bois. A mala voadora e O Rumo do Fumo são estruturas financiadas pela DGArtes / Presidência do Conselho de Ministros – Secretaria de Estado da Cultura.

Quinta-feira, 14 de Março de 2013

Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013

Wilde


Alkantara + Carla Bolito + Cátia Mateus + Culturgest + Daniel Worm d'Assumpção + Fórum Dança + Jari Marjamaki + Joana Bárcia + Jorge Andrade + José Capela + mala voadora + Manuel Poças + Miguel Pereira + Nuno Lucas + O Rumo do Fumo + Oscar Wilde + TAGV + Teatro Aveirense + Teatro Viriato + Theatro Circo + Tiago Barbosa + Valentina Parlato + ZDB = WILDE

Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013

muitos parabéns, Rogério!


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Foi atribuído a Rogério de Carvalho o Grande Prémio da Crítica de teatro 2012. Ficamos muito contentes com a atribuição deste prémio. Sempre tivemos uma grande admiração pelo seu teatro, pelo seu programa estético. Foi o encenador que convidámos, há 10 anos, para encenar o primeiro espectáculo da mala voadora (em co-produção com a APA): os Credores de Strindberg.
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fotografia: Steve Stoer

Domingo, 27 de Janeiro de 2013

Tiago Bartolomeu Costa sobre 'dead end'


4 estrelas
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Estreada em residência em Guimarães durante a Capital Europeia da Cultura, Dead End surge como um cruzamento de diferentes narrativas, criadas a partir de histórias locais, entre o mito e a realidade, e propondo uma reflexão sobre o modo como o dispositivo teatral permite, ao contrário dos romances tradicionais, uma construção em cadeia, cumulativa e não necessariamente progressiva.
O diálogo entre a realidade sugerida pelo palco e a projecção que essa verosimilhança pode activar tem sido uma base estruturante do trabalho do colectivo Mala Voadora, mesmo que os resultados sejam desiguais.
Contudo, novamente partindo de um texto de Chris Thorpe – como já o havia sido Overdrama (Culturgest, 2011) e Casa e Jardim (CCB, 2012), que sugerem uma trilogia sobre a implosão dos mecanismo narrativos –, a companhia encontra aqui um momento inspirado, muito pelo modo como deixa que seja o texto a fazer desaparecer as personagens e a permitir evidenciar o jogo dialético entre papel e comportamento social.
Criadas, padres, seguranças, executivos, mas também crianças, velhos, mulheres, homens ou assassinos, burlões e vendedores surgem aqui como se pudessem representar todos um jogo social, explorando as definições sociais como modelos ficcionais e aproveitando as elipses dramatúrgicas para introduzir a ambiguidade na definição das personagens. Destaque merecido, de um elenco coeso, para Tânia Alves e Mónica Garnel pelo modo como transcendem essa ambiguidade entre narrador e protagonista e expõem a difícil composição no qual se sustenta o jogo de actor que lhes é pedido.
Este modo de expor em evidência as contradições de cada uma das histórias, permite que a encenação trabalhe um texto onde nem todas as histórias são desenvolvidas e onde aos actores é pedido que operem dentro de um quadro referencial que combina o popular com referências a filmes ou livros.
Ora, ocorre que o que de mais interessante guarda o texto tem precisamente que ver com a reflexão sobre essa diferença, nomeadamente no modo como sugere que sejam os actores a comportar-se como contexto para as diferentes narrativas.
Há uma extensão do tempo a partir do contacto entre os actores e os espectadores – ou seja, entre o tempo da ficção e o tempo da observação –, como se o tempo narrativo tomasse conta do tempo real e, assim, o prolongasse. Este efeito ilusório, aproveitado pela encenação para escapar à construção de espaços fixos para cada uma das histórias, permite que cada uma histórias perca a sua linearidade e sugira um cruzamento que é apenas virtual e nunca real.
É este mecanismo de ilusória circularidade que, tendo estado presente emOverdrama, surge agora como plataforma de compromisso entre o real e o credível. Ou seja, entre o que nos parece possível e o que nos é sugerido.
Usando um dispositivo cénico em tudo semelhante a Overdrama, com cada história ocupando uma parcela do palco, disposta frontalmente para a plateia e em paralelo com as outros espaços-tempo narrativos, o cenário, no falso realismo característico de José Capela, é devedor de uma cultura de cruzamentos entre a sugestão e a evidência. E, tal como a encenação, é uma ampliação porosa de diversas realidade, permitindo que todo o palco se transforme num duelo entre a bidimensionalidade das histórias e a sua materialização através do princípio de verosimilhança sugerido pelo modo como os actores corporalizam essas mesmas histórias e se permitem a transformar em modelos genéricos nos quais os espectadores se podem encontrar.

Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013